Esaú e Jacó: a falta de sabedoria ( Parte 2)

 

A Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com as próprias mãos (Provérbios 14:1). No que diz respeito a manter a harmonia em seu lar, definitivamente Rebeca não foi uma mulher sábia.

Ela não foi uma mãe que amava de igual modo todos os seus filhos. Dessa forma, ela não foi um exemplo para o seu marido que se apegava mais a um filho do que outro. Na verdade, Rebeca também escolheu o seu filho favorito e deixou que a rivalidade dividisse a sua casa.

Além disso, Rebeca também não foi uma mãe pacificadora que reunia seus filhos com o objetivo de resolver os conflitos entre eles. Na verdade, ela se mostrou uma mulher que escutava silenciosamente o que era falado em sua casa, e depois usava essa informação para criar intrigas.

Quando Rebeca escutou que Isaque iria dar a bênção a Esaú, ela não procurou conscientizá-lo de que aquela era uma decisão equivocada. Antes, ela simplesmente virou as costas e tramou um plano para enganar o seu marido. Nesse ponto, Rebeca também mostrou a sua falta de fé, pois não confiou que Deus pudesse abençoar o seu escolhido sem a interferência dela.

O comportamento de Rebeca criou um problema muito grande dentro de sua família, e que lhe custou muito caro. Em decorrência do seu plano, seus dois filhos, Esaú e Jacó, se tornaram inimigos mortais. Para uma boa mãe, certamente deve ser terrível ver um filho contra o outro. Sem dúvida, como mãe Rebeca estava reprovada.

Quando a crise cresceu, Rebeca não tentou resolver a situação da melhor forma. Talvez ela pudesse ter assumido o seu erro e buscado a reconciliação de sua casa. Mas ao invés disso, ela optou por separar os dois irmãos mandando Jacó para longe enquanto Esaú estivesse irado.

Jacó tinha de ir para Harã encontrar uma esposa de entre a sua parentela para não cometer o mesmo erro de seu irmão que se casou com as filhas dos cananeus. Contudo, o plano de Rebeca era que Jacó ficasse alguns dias longe até que ela mandasse busca-lo novamente. Mas mal ela sabia que aqueles poucos dias se tornariam anos e que ela jamais voltaria a ver o seu filho favorito novamente.

Esaú e Jacó: a falta de honestidade

Jacó recebeu a bênção de Isaque, mas não se mostrou digno dela. Sim, é verdade que naquele contexto, dentro da linhagem da aliança, a bênção de Isaque era também a bênção do Senhor, e homem algum é merecedor da bênção divina por seus próprios méritos. Mas esperasse que aquele que recebe a bênção do Senhor, viva em conformidade com ela. Na vida de Jacó, essa ainda era uma realidade muito distante.

Quando Rebeca propôs o seu plano astuto a Jacó, ele não se recusou participar dele. Na verdade, ele não se mostrou preocupado em saber se aquele plano era certo, mas se mostrou preocupado em saber se o plano daria certo. Ele não sentiu medo por ser desonesto com seu pai, mas por ser descoberto e castigado por ele.

Quando esteve diante de Isaque para ser abençoado, Jacó mostrou que seu caráter estava muito distante da vontade de Deus. Ele mentiu impiedosamente enquanto desonrava o seu pai. Inclusive, ele chegou a envolver o próprio Deus em suas mentiras. Quando Isaque desconfiou da rapidez com que ele encontrou a suposta caça usada no guisado, Jacó afirmou que Deus tinha feito com que ele tivesse encontrado aquela caça rapidamente. Ele foi capaz de usar o nome de Deus para esconder o seu pecado.

O nome Jacó pode significar “esteja no calcanhar”, e de forma positiva pode transmitir o sentido de “seja Deus a sua retaguarda”. Mas esse mesmo nome também pode ser entendido de forma negativa e assumir um sentido hostil, indicando uma pessoa que persegue e suplanta outra pessoa. Foi nesse último sentido que Esaú interpretou o nome Jacó como um nome apropriado para um enganador (Gênesis 27:36).

Mas as atitudes de Jacó não passariam despercebidas. Aquele que usou de artimanhas e enganação dentro da casa de seu pai, amargaria a experiência de ser duramente enganado na casa de seu sogro, até que Deus moldasse o seu caráter. continua..

Autor: Daniel Conegero

Fonte: estilo adoração

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