Qual a Relação Entre o Galardão e a Salvação? 07/03/2025 Por Mark Hitchcock

 


Somos salvos pela fé, não por obras. Mas como devemos, então, entender a recompensa futura dos salvos? Há uma contradição nessas duas realidades?

Todo debate a respeito do galardão levanta uma multidão de perguntas. Mas a questão mais importante é como as boas obras em troca de recompensa e a salvação pela graça combinam entre si. Em outras palavras: qual é a relação entre fé e obras, ou redenção e galardão? É essencial eliminar qualquer confusão entre essas duas linhas da verdade.

Poderíamos dizer que a fé (salvação) e as obras são as duas chaves principais da lei ou princípio da recompensa. Fé e obras determinam tudo o que diz respeito à sua e à minha existência eterna. Por isso, é crucial entender o que a Bíblia diz a respeito dessas verdades. Essas duas chaves são básicas, mas extremamente importantes. Eis a forma mais simples que conheço de expressar essas verdades gêmeas:

1ª Chave: sua determina onde você passará a eternidade.

2ª Chave: sua conduta determina como você passará a eternidade.

É crítico estabelecer a distinção e a relação corretas entre essas duas chaves, pois elas estão relacionadas ao cerne da verdade do evangelho.

 

 

Redenção pela fé

Do começo ao fim, a Bíblia é consistente em afirmar que o ser humano pecador recebe justificação diante do Deus santo apenas e tão somente pela graça de Deus recebida pela fé, sem qualquer obra humana. Obtemos salvação de forma absolutamente independente de obras, méritos ou conquistas. No Novo Testamento há pelo menos 150 passagens que nos dizem que a única condição para receber a vida eterna é ter fé, crer ou confiar em Jesus. Essa verdade aparece pela primeira vez já no livro de Gênesis. Ao falar de Abraão, a Escritura diz que ele “creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gênesis 15.6). Abraão foi reconhecido ou creditado como justo por causa de sua fé no Senhor. Nada do que Abraão fez contribuiu para isso. Ele foi salvo tão somente pela fé, sem nenhuma obra. Romanos 4.5 é muito claro: “Todavia, àquele que não trabalha, mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça”.

Do começo ao fim, a Bíblia é consistente em afirmar que o ser humano pecador recebe justificação diante do Deus santo apenas e tão somente pela graça de Deus recebida pela fé, sem qualquer obra humana.

Na primeira carta que escreveu, a epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo disse expressamente: “Sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado” (Gálatas 2.16). Paulo não poderia ter sido mais claro. Justificação – isto é, ser declarado justo diante de Deus – acontece apenas pela fé, sem quaisquer obras.

 

Uma das passagens mais conhecidas do Novo Testamento expressa a verdade da salvação pela graça por meio da fé da forma mais simples possível: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios 2.8-10).

Estes versículos afirmam que somos salvos pela graça por meio da fé para as boas obras. A sequência é essencial: pela, por meio e para. A vida de boas obras é consequência inevitável da salvação, mas as boas obras não produzem nem contribuem para ela. As boas obras são fruto da salvação, não a raiz – a consequência, não a causa.

Tito 3.5-6 acrescenta: “Não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”.

O grande professor H. A. Ironside ensinava que, no fim das contas, havia apenas duas grandes religiões no mundo: precisa fazer e foi feito. Exceto pelo cristianismo bíblico, todas as outras religiões da terra prescrevem o que alguém precisa fazer para entrar no céu ou obter a vida eterna. Todas têm uma lista sagrada de “faça isso, não faça aquilo”. Algumas são mais impressionantes e exigentes que outras, mas por trás de todas elas está a ideia de que o ser humano precisa fazer algo para reconciliar-se com Deus. Faça é a palavra de ordem da religião humana.

A Bíblia não. Só ela afirma que tudo já foi feito. A Escritura é clara em dizer que Jesus, o único que jamais pecou, ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito e definitivo pelo pecado. Quando Jesus bradou na cruz, cercado pela escuridão, que tudo estava terminado, ele não falou “estou acabado”. Ele disse: “Está consumado” – isto é, a obra da redenção. Deus fez tudo o que havia para ser feito. A única coisa que resta ao pecador é aceitar o presente gratuito da salvação que Deus oferece a quem simplesmente transfere sua confiança de si mesmo para o Salvador. Tudo o que precisamos fazer é receber o perdão.

  A obra que salva foi realizada de uma vez por todas, sem necessidade de repetição. Jesus ofereceu um sacrifício pelos pecados de todas as épocas, e então sentou-se à direita de Deus (Hebreus 10.12). A cena de Jesus sentado à direita de Deus transmite duas verdades lindas: que sua obra de salvação está encerrada e que ela foi total e completamente aceita pelo Pai.

 Assim, a primeira chave para entender a lei ou o princípio da recompensa é: sua determina onde você passará a eternidade..

Continua.

Fonte: chamada.com.br

 

 

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