Todos conhecemos cristãos que se desviaram do caminho de Deus (e talvez nós mesmos tenhamos sofrido tentações nesse sentido). Como é que se dá esse processo?
Essa descrição se aplica com frequência a igrejas e pastores ou quaisquer outros cristãos. Ninguém abandona a fé de um momento para o outro. O que tenho visto ao longo de minha vida é que a pessoa começa fazendo pequenas concessões, se permite abandonar princípios secundários da fé, questiona por exemplo se a Criação em Gênesis ocorreu realmente assim, ou se o Dilúvio foi literal ou apenas uma metáfora. Se questionados, eles prontamente perguntam se nossa fé em Jesus depende de relatos do Antigo Testamento. Logo a seguir, passam a selecionar quais passagens são essenciais, em quais devemos realmente confiar. Sem perceber a barreira, os parâmetros de sua fé estão em franca erosão. Em seguida, a enorme pressão de sociedade e de seu próprio coração começam a romper outras barreiras, até que finalmente ocorre um grande desvio ou abandono da fé.
Paulo em 1Timóteo nos fala desse processo, mencionando homens que “naufragaram na fé” (1Timóteo 1.18-20):
“Timóteo, meu filho, segundo as profecias anteriormente proferidas a seu respeito, dou a você esta instrução: firmado nelas, combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”
O que me parece mais revelador é o manter a fé e a boa consciência. Paulo afirma que esta é a base do bom combate. No entanto, em seguida ele alerta que aqueles que rejeitaram a boa consciência vieram a naufragar na fé. A palavra “fé” nessa passagem está intimamente ligada à verdade (veja 2Timóteo 2.18). O fato é que, ao rejeitar a boa consciência, ou seja, ao abandonar uma consciência alimentada pela Palavra, começa uma erosão da fé ou da confiança na verdade do evangelho. ...
Fonte: chamada.com.br
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