O Exemplo de Abraão e a Intercessão pelo Mundo 18/04/2025 Por Wim Malgo

 

O que podemos aprender com o patriarca sobre a importância da oração, especialmente com relação a suas consequências no e pelo mundo?

Em Gênesis 15.1-2 lemos: “Depois destes acontecimentos, a palavra do Senhor veio a Abrão, numa visão, dizendo: ‘Não tenha medo, Abrão, eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa.’ Abrão respondeu: ‘Senhor Deus, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer?’”.

Somos acometidos de um santo ciúme quando acompanhamos a vida de Abraão, sua fé, sua vitória, sua amizade com o Deus vivo. Tudo isso, porém, foram efeitos de uma causa mais profunda. A fonte de vida de Abraão foi sua vida de oração. Só na medida em que cultivarmos a oração nossa vida será frutífera, cheia de vitória, alegria e fé. Examinemos por isso como Abraão orava.

 

Sua oração era sempre inspirada pela palavra do Senhor, por aquilo que Deus dizia. Quem foi que iniciou o diálogo em Gênesis 15? O Senhor. “Não tenha medo, Abrão, eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa.” É essa palavra que ativou o espírito de oração de Abraão. É como se as palavras do Senhor fizessem irromper nele toda a sua aflição. A promessa de Deus desperta em Abraão sua profunda aflição pessoal: “Senhor, Senhor, o que me darás? Eu me vou sem filhos… Não me deste semente”.

Quando então Abraão derramou seu coração, o Senhor voltou a preencher esse vazio com suas promessas. Sua oração gera uma fé apenas no Senhor. Depois de o Senhor falar com ele, Gênesis 15.6 informa: “Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi atribuído para justiça”. Essa fé agradável a Deus foi gerada por essa maravilhosa interação: Deus fala com Abraão e Abraão fala com Deus em oração. Resultado: Abraão creu no Senhor. Ele não creu mais no seu corpo amortecido nem em sua esposa idosa. Ele creu no Senhor.

 

Que tal a nossa fé se tornar como a fé de Abraão? Nesse caso, essa interação de diálogo precisa ocorrer também no nosso coração. Se o Senhor pode falar conosco, falemos com ele. Oremos sem cessar. Essa interação resultará então na fé que agrada a Deus e supera tudo. Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça.

Mais: a oração de Abraão penetra até o núcleo da plenitude de Deus, porque no versículo 8 ele pergunta ao Senhor: “Senhor Deus, como saberei que vou herdar essa terra?”. No versículo 7, Deus lhe promete a terra: “… para lhe dar esta terra como herança”. Abraão, porém, quer saber do Senhor como é que aquilo se realizará na prática. “Senhor, como saberei que a possuirei? Como é que a tua promessa se realizará na minha vida?” Qual será a resposta do Senhor?

No versículo 9 lemos: “O Senhor respondeu: ‘Traga-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rolinha e um pombinho’. Abrão trouxe todos esses animais…”. O que significa isso? A única resposta de Deus a Abraão quando este pergunta: “Como saberei que a possuirei?” é: “Ofereça-me sacrifícios!”. Ou seja, Abraão pergunta: “Como me darás isso?” e Deus responde: “Dê-me tudo!”. Parece contraditório, mas esse é o segredo da efetivação das promessas de Deus em nossa vida: manter o sacrifício, ser unido com o Cristo sacrificado na cruz. Então as promessas também se tornarão sim e amém em nossa vida. Em Jesus temos toda a plenitude.

É curioso o que diz o versículo 10: “Abrão trouxe todos…”. Todos os quê? Tudo o que o Senhor requereu. Então o Senhor lhe diz no versículo 18: “… dei esta terra…”. O Senhor lhe dá a plena certeza de que cumprirá sua promessa a ele. Versículo 13: “Fique sabendo…”. Quem dera pudéssemos entender esse mistério! Na medida em que estivermos dispostos a assimilar a semelhança da morte de Jesus, a vida do alto despertará em nós.

Continua na próxima semana

Fonte: chamada.com.br

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